Sobre o Evento
O sexto seminário metrópole: governo, sociedade e território vem realizar reflexão sobre a obra de Milton Santos, seu legado para a compreensão do Brasil, América Latina e contextos do(s) mundo(s).
21 a 25 de setembro de 2026
Locais: UERJ, UFRJ,UFRRJ
Realização:
Programas de Pós Graduação em História Social da FFP-UERJ
Programa de Pós graduação em Geografia da FFP-UERJ
Programa de Pós-Graduação em Geografia do Instituto Multidisciplinar (PPGGEO/UFRRJ-IM)
Programa de Pós Graduação em Geografia da UFRJ
OBJETIVO
O objetivo do evento é promover o debate com professores e pesquisadores que dialogam com a Obra de Santos e que podem contribuir no sentido de discutir teorias e práxis atuais que se inscrevem nas lutas por justiça social e por leitura de novas formas de dominação e de resistências.


História de Milton Santos
Nascido em 21 de maio de 1926, Milton Santos em suas trajetórias de vida da Bahia ao mundo, exilado no período da Ditadura Militar pode aprofundar de forma filosófica o sentido da teoria social crítica para pensar as mudanças no mundo do século XX, apostar nos sentidos para o século XXI.
Em busca de uma totalidade epistêmica e ontológica sobre a natureza do espaço geográfico trouxe importantes marcos conceituais para os estudos sobre as relações de poder, as formas de dominação, as possibilidades e potências das formas de racionalidades não hegemônicas. Afinal contribuiu de forma geográfico-filosófica sobre o tempo presente, tempos de incertezas. Conseguiu produzir uma geografia mundial a partir do olhar da periferia ou do Terceiro Mundo, como ele gostava de falar. Superou a ideia dicotômica de desenvolvimento e subdesenvolvimento como processos distantes, debate fortemente sobre o totalitarismo do dinheiro e os limites do espaço do cidadão.
Faleceu em maio de 2001. Sua contribuição para a renovação da ciência geográfica não se esgotou, sua contribuição, hoje, ultrapassa o campo da Geografia para outras áreas de pensamento e práticas sociais. Ultrapassa os limites da Geografia Brasileira para pensar as epistemologias do sul, ou seja, compreender os diálogos possíveis para América Latina e África, para os movimentos sociais negros, indígenas, pescadores e de agricultura que hoje reivindicam da geografia os vazios demográficos e faz desenhar os territórios e as corporeidades de seus homens e mulheres. Desigualdade, fragmentação e urbanização corporificada são fatos que atualizam as novas formas de dominação e de poder. Não é fácil ser cidadão, já dizia Milton Santos. Foram muitos seus interlocutores no Rio de Janeiro, no Brasil e no mundo. Nesta edição, queremos pensar o presente e o futuro com Milton Santos e seus importantes interlocutores.
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